Desde o último ano, a Secretaria Municipal de Saúde de Mário Campos vem atendendo com o matriciamento da saúde mental. A decisão do Ministério da Saúde foi tomada a partir da avaliação do desempenho das Unidades de Estratégia da Saúde da Família do município que, apresentando boa estruturação da atenção básica, recebeu a indicação para implantação.

O apoio matricial é um modelo de atenção em saúde em que o médico psiquiatra vai até a unidade de ESF discutir os casos de saúde mental, da área de abrangência da Unidade, com o médico clínico e sua equipe.

A equipe que conhece o caso do paciente, apresenta informações mais profundas acerca do contexto em que está inserido e apresenta maior envolvimento com todos os profissionais que prestam o atendimento, garantindo a compreensão do paciente como um todo.

O serviço de matriciamento é um serviço de atenção secundária, onde a porta de entrada do paciente passa a ser a Unidade de ESF, aquela mais próxima da residência do paciente, gerando, ainda, mais conforto e proximidade ao usuário.

Durante o processo de acolhimento e tratamento, a equipe médica de psiquiatria realiza a capacitação, o manejo e a supervisão regular dos casos de adoecimento mental em andamento.

“A ideia do matriciamento que deve ser compreendida por todos é que a atenção à saúde passa a ser territorializada. Isso significa que envolve um grupo muito maior de equipes e unidades se comparado com o modelo anterior, que no caso, frisava a figura do médico psiquiatra e o seu consultório independente”, afirma Farley Marcondes Morais Maia, psicólogo e coordenador da Saúde Mental de Mário Campos.

Na estrutura de matriciamento, o paciente deverá, então, apresentar queixas em sua unidade de atenção básica (Unidade do ESF) e será encaminhado pelo clínico para avaliação psiquiátrica, recebendo todo o apoio da equipe de atenção primária.

“O paciente psiquiátrico também deve ser atendido por toda equipe de saúde, não só pelo especialista, eliminando as distâncias entre o paciente mental e o paciente comum. Isso é humanizar o atendimento ao cidadão”, finaliza o coordenador.